Warning: Parameter 1 to wp_default_scripts() expected to be a reference, value given in /home/vhosts/rattobonsai.ueuo.com/wp-includes/plugin.php on line 487 Cicatrizante a base de cera de abelhas » Claudio Ratto Bonsais
Foi de uma simples observação que este cicatrizante natural surgiu. Ao me ausentar durante alguns dias da minha residência, o enxame de abelha jataí (Tetragonisca angustula), que tinha em casa, foi atacado por formigas. Quando retornei, ao observar o enxame, constatei que as abelhas tinham abandonado a colméia, fugindo para a mata local. Por mera curiosidade, abri a caixa de madeira onde estavam as jataís, para ver o que tinha acontecido com a colméia. Ao abrir a caixa, percebi que o mel na sua grande maioria não existia mais e que tinham dois tipos de ceras, uma de cor escura que laqueava o enxame e outra de cor clara, que era propriamente a colméia na sua parte mais interna. Ao colocar nas mãos constatei que estas ceras eram bem “liguentas” e de uma plasticidade incrível. Foi daí que resolvi experimentar como pasta cicatrizante nos meus bonsai. Como a quantidade extraída desta caixa era bem pequena resolvi acrescentar com um pouco mais de cera de abelha comum (Apis mellifera), com a intenção de aumentar o rendimento do cicatrizante. Esta primeira composição idealizada apresentou alguns problemas como enrijecimento e perda da plasticidade. Sabendo que a cera de da abelha jataí é bem mais elástica do que a de abelha comum, foram ajustados os componentes tornando o rendimento deste cicatrizante muito bom. A mesma é utilizada por mim até hoje, conforme procedimentos descritos no próximo parágrafo. Cabe ressaltar que a cera de Apis mellifera assim com a de Tetragonisca angustula é reconhecida por suas características terapêuticas, qualidades essas que irão intensificar a cicatrização dos cortes realizados durante os trabalhos de modelagem com bonsai, bem como outras áreas lesionadas. Juntar partes iguais de cera da abelha Jataí e cera de abelha comum numa lata. Aquecer em banho-maria até que haja fusão desses dois componentes. Após disto, acrescentar uma parte de glicerina líquida e mexer. Depois que estiver bem homogêneo transferir para moldes feitos em papel vegetal. Deixar esfriar. Após resfriamento total retirar dos moldes separando manualmente as duas tonalidades de ceras, a clara da escura. Essa diferença de tonalidade ocorreu devido a existirem dois tipos de cera na solução, uma impura de cor escura que decantou com a ajuda da glicerina e a outra de cor mais clara que é a mais pura. É uma forma química de separação destes componentes. A cera escura só pode ser utilizada na cicatrização da parte aérea, que é a copa da planta, pois uma vez que esta é mais impura exposta ao sol não trará problemas. Já a cera de tonalidade mais clara pode ser utilizada tanto na parte aérea quanto na parte radicular da planta. Fazendo assim, ajudará consideravelmente na recuperação das raízes, após cortes realizados durante os trabalhos de modelagem do bonsai. Também pode se fazer uma aproximação colorimétrica da cera com a planta em questão, juntando as partes a gosto, consegue-se tonalidades mais próximas do exemplar a ser trabalhado. Com isso conseguimos camuflar mais os cortes, criando uma estética melhor no bonsai.